DÁRIO FAUSTINO RUIVO
Licenciatura em Economia /2003-2007

Na Universidade de Évora:

Julho de 2007. A minha estada em Évora tinha acabado. Nos últimos 4 anos tinha feito de tudo um pouco. O primeiro ano de Universidade foi difícil, a realidade foi dura, tinha chegado à Universidade sem saber estudar, lembro-me de ter lido um paper do Prof. Belbute sobre literacia económica onde constava que ao longo da carreira académica um aluno mantinha mais ou menos a mesma média. Chegado à Universidade com uma média de 12 valores, ainda assim não desisti de acabar o curso com uma média de 14 valores, para que pudesse continuar com um mestrado, pois Bolonha ainda não estava em vigor (a média de 14 foi atingida, muito à custa de um estudo intensivo no último ano, onde devo ter andado com uma média a rondar os 16; o mestrado ainda está por tirar, provavelmente a iniciar este ano em Bruxelas, em Estudos Americanos, mas o MBA em Harvard é o objectivo). De volta ao primeiro ano de Universidade, não tendo este ano sido profícuo nos estudos, deu pelo menos para enriquecer o CV com algumas actividades extra-curriculares, tendo sido Vice-Presidente do NEEGUE (ainda no outro dia vendo a página no Facebook do Departamento de Economia, o qual felicito pela iniciativa, sorri ao ver que o logo do NEEGUE ainda é o mesmo pelo qual fui responsável), e colaborei ainda também na Associação de Estudantes. Depois, ao longo dos 2 anos seguintes, fui conciliando os estudos com as actividades extra-curriculares (diversas participações no Gestão Global, Loreal e-Strat, Jogos de Bolsa, e por fim com a concretização de um plano de negócios com o qual concorri a concursos de ideias, tendo num ficado entre os 10 melhores e noutro nos 30 melhores). Por fim, no último ano, dediquei-me completamente ao estudo, tendo até surpreendido-me com os resultados alcançados, o que me permitiu alcançar a meta dos 14 valores.

Mensagem: Não fiz Erasmus. Arrependo-me por isso. Um excelente nível de inglês é INDISPENSÁVEL nos dias de hoje!

Lá fora:

Imediatamente após a ter concluído o curso de Economia, ingressei num outro, desta feita num curso de liderança na Academia Militar, que tinha na altura um protocolo de cooperação com o Departamento de Sociologia. Mais ou menos 6 meses antes de acabar o curso comecei a enviar CVs e a ir a entrevistas, prática que devia ser mais recorrente entre os alunos, pois assim que terminei o curso de liderança, comecei a trabalhar na GMS Consulting, que é uma empresa de consultoria que resultou de um spin off da Delloitte e que no ano em que lá comecei a trabalhar (2007) foi considerada a 10ª melhor empresa para trabalhar em Portugal, pelo Instituto Great Place to Work. Comecei como Analista (depois Consultor) em Mercados Financeiros, na parte de Estratégia e Operações. Sempre ambicionei trabalhar fora de Portugal e nesta empresa estive por 2 vezes para ir trabalhar para Madrid e Luanda, mas estas oportunidades não se chegaram a concretizar, e eu continuei a minha procura fora da empresa. Candidatei-me então a um estágio de 3 meses no Parlamento Europeu no Gabinete da Eurodeputada Jamila Madeira, e mesmo não sendo filiado em nenhum partido (situação que ainda se mantém) consegui este estágio para desespero dos meus pais, pois quando souberam que me estava a despedir de um emprego bom e seguro para uma experiência de apenas 3 meses, não ficaram muito agradados com a ideia, apesar de ser o Parlamento Europeu.

Setembro de 2008. Entro no Parlamento Europeu, e dou por mim a pensar que é o Parlamento Europeu! O que ainda acontece na larga maioria das manhãs. Durante este período de 3 meses acompanhei o trabalho Parlamentar da Deputada nas Comissões de Emprego e Assuntos Sociais e na de Desenvolvimento Regional, e nas Delegações Euro-Mediterrânica, dos Países do Maxereque e da Palestina. Paralelamente, estive a desenvolver um trabalho de pesquisa sobre a Pobreza, que culminou na realização de uma conferência sobre o tema na Universidade de Évora em Dezembro de 2008.

No entanto, e mais uma vez, antes de ter acabado o estágio já andava à procura de outro trabalho. Comecei então a Janeiro de 2009 a trabalhar num Intergrupo de Deputados (link), que trata de assuntos como a Agricultura e Politica Alimentar, Controlo Orçamental, Comércio Internacional e Ambiente (Intergrupo do qual ainda hoje sou Administrador). Realizei, também entre Janeiro e Abril de 2009, um estágio numa NGO da Macedónia, onde desenvolvi uma pesquisa sobre Defesa e Segurança no Sudeste Europeu, tendo este estudo sido publicado por esta NGO (link).

Para finalizar, estou desde Julho de 2009 a trabalhar como "Political Advisor" do Eurodeputado Luís Paulo Alves, onde desenvolvo trabalho nas Comissões de Agricultura, Desenvolvimento Regional, e nas Delegações da Turquia, América Latina e África, Caraíbas e Pacifico.

Mensagem: Arrisquem e não tenham o estigma de estudarem na Universidade de Évora, pois trabalhei com colegas das Universidades Nova, Católica, Sorbonne, Oxford e Cambridge e nunca me senti inferiorizado.

"Impossible is just a big word thrown around by small men who find it easier to live in the world they've been given than to explore the power they have to change it. Impossible is not a fact. It's an opinion. Impossible is not a declaration. It's a dare. Impossible is potential. Impossible is temporary. Impossible is NOTHING!"

Para qualquer dúvida, questão, comentário, contactem-me em:

dario.ruivo@europarl.europa.eu

Bom trabalho e estudo!

Dt. Testemunho: 14.04.2010